quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Páscoa, doce história



Graça e Paz,

Conheça um pouco mais sobre a maior prova de amor da história da humanidade. Veja o real sentido do Páscoa.

Vamos lá!

Êxodo 12.1-5: “1. E falou o Senhor a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: 2. Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. 3. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. 4. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. 5. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras”.

Êxodo 12.12-14: “12. E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o Senhor. 13. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. 14. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo”.

Êxodo 12.24-27: “24. Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre. 25. E acontecerá que, quando entrardes na terra que o Senhor vos dará, como tem dito, guardareis este culto. 26. E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? 27. Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou”.

A páscoa é uma cerimônia milenar, sua origem ocorreu há cerca de 3.500 anos no Egito. Em seu sentido veterotestamentário, a celebração tinha como intuito memoriar a libertação do povo hebreu do cativeiro egípcio.

O termo páscoa, Pessach (do hebraico, passagem), refere-se ao anjo do Senhor que passou pelas casas que estavam marcadas com sangue e poupou a vida dos primogênitos. Pode-se interpretar, também, a passagem do povo do Egito a Canaã. Esta festa marca o início do calendário bíblico de Israel. O ano começava na primavera.

Vale lembrar que toda a Lei Mosaica sempre apontou para a figura de Cristo. A celebração da páscoa tornou-se uma das mais evidentes. A relação está entre o cordeiro que deveria ser sacrificado por cada família para referenciar a libertação do julgo egípcio e Cristo, cordeiro pascoal, que foi morto para libertar o homem do julgo do pecado.

João 1.36: "E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus".

Romanos 6.14: "Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça".

Outra característica marcante nessa relação de simbolismo é o fermento. Muitas vezes na Bíblia o fermento simboliza o pecado. A ausência do fermento na culinária judaica no período da páscoa representava a pureza da relação entre Deus e seu povo. Sem o pecado que altera o formado da vontade de Deus na vida do seu povo. Sem influência alguma.

Gálatas 5.9: "Um pouco de fermento leveda toda a massa".

1 Coríntios 5.7: "Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado".

A páscoa do Novo Testamento

Encontramos no início do Evangelho de Lucas, a família de Jesus levando seu jovem filho para a celebração, tradicional, da páscoa.

Lucas 2.41-42" Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa; E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa".

Cristo cresceu envolvido à cultura judaica. Exerceu seu ministério messiânico com perfeição e, aos trinta e três anos, foi condenado à cruz. Foi levado preso e condenado a morte. Esse processo se deu, justamente, no período da páscoa. Coincidência? De modo algum. Cristo era o verdadeiro cordeiro de Deus, representado durante séculos pelos animais imolados nessa festividade.

João 19.14-16: "Era o Dia da Preparação da semana da Páscoa, por volta do meio-dia. "Eis o rei de vocês", disse Pilatos aos judeus. 15 Mas eles gritaram: - Mata! Mata! Crucifica-o! " "Devo crucificar o rei de vocês? -, perguntou Pilatos. "Não temos rei, senão César", responderam os chefes dos sacerdotes. 16 Finalmente Pilatos o entregou a eles para ser crucificado. Então os soldados encarregaram-se de Jesus".

João 20.1, 16-17: "No primeiro dia da semana, bem cedo, estando ainda escuro, Maria Madalena chegou ao sepulcro e viu que a pedra da entrada tinha sido removida. [...] 16 Jesus lhe disse: - Maria! Então, voltando-se para ele, Maria exclamou em aramaico: Rabôni! ( que significa Mestre ). 17 Jesus disse: - Não me segure, pois ainda não voltei para o Pai. Vá, porém, a meus irmãos e diga-lhes: Estou voltando para meu Pai e Pai de vocês, para meu Deus e Deus de vocês".

A morte propiciatória de Cristo trouxe à humanidade o conhecimento pleno da verdade e a libertação do julgo do pecado. Hoje, os que manifestam a fé no Senhor Jesus apropriam-se da graça do perdão e mudança de vida. A Santa Ceia do Senhor, ordenança expressa de Cristo ainda em terra, é exatamente a nova versão da páscoa orientada por Deus aos judeus.

Páscoa Católica

Vale lembrar que já há um estudo sobre “Carnaval”, que publiquei em nosso Portal, no período respectivo que ajuda a entender um pouco mais sobre a ligação destas duas festividades.

Após a festa do carnaval é memoriado a Quarta-feira de Cinzas. Uma celebração importantíssima para o católico, praticada desde o século IV. Esta data surgiu, originalmente, para preparar o cristão à Páscoa. Esta data marca o início da Quaresma.

Durante os quarenta dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa, os católicos dedicam-se à reflexão, a conversão espiritual e se recolhem em oração e penitência para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz. A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos, anterior ao Domingo de Páscoa. A partir daí, entra-se no na Semana Santa.

Além disso, a Igreja católica recomenda que, na Quarta-feira de Cinzas e também na Sexta-feira Santa, seus fiéis não comam carne.

Páscoa Protestante

1 Coríntios 11:26 “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha”.

Realizada, normalmente, uma vez por mês, a Santa Ceia do Senhor é a cerimônia que converge para a ação pascal. Dado isso, não há período de Quaresma, nem Semana Santa ou demais datas similares. A orientação do protestante é viver, continuamente, a Paixão de Cristo. Comemora-se a data da páscoa mais por uma questão de convenção social do que por um período, propriamente, sagrado.

Coelhinhos e Ovos de Chocolate

Os Alemães adoravam uma deusa da fertilidade cujo nome era Ostara. O coelho era símbolo do culto porque passado o inverno e tendo chegado à primavera, os coelhos eram os primeiros a saírem de suas tocas e já começavam a reproduzir-se. Por coincidência, a data era exatamente no período da páscoa.

Além disso, tradição ritualística germânica realizava a prática da “caça ao coelho”. No momento em que os adultos iam caçar coelhos, eram escondidos ovos de aves pintados com tintas para as crianças. Enquanto os adultos caçavam coelhos, as crianças procuravam ovos.

Com o sincretismo das culturas. Os ovos passaram a representar o surgimento de uma nova vida, ou seja, a ressurreição de Cristo e as pinturas direcionadas a um viés cristão. Nos próprios ovos pintavam-se cenas da crucificação. Através da influência do comércio, os ovos pintados passaram a ser de chocolate... E aí já viu, né? Contudo, em alguns lugares até hoje, existe a prática de pinturas sagras em ovos.

O Cristão e a Páscoa nos dias de Hoje

Romanos 14:2-4 "Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. Quem és tu, que julgas o servo alheio?”.

Romanos 14:23 "Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado".

Bem, algumas pessoas me perguntam se é pecado ou não celebrar a páscoa no modelo atual. Minha resposta é bem clara: DEPENDE!

O que não é feito por fé é pecado. Se você, em seu coração, acredita estar pecando ao comprar um ovo de chocolate, participar de um “amigolate” ou coisa semelhante. Por favor, se abstenha. Não faça porque, para você, será pecado.

Contudo, se você não vê problema algum em participar. Seja livre e o faça. Não há mal nenhum nisso. Minha orientação é simples. Não deixe chegar à páscoa para se lembrar da morte de Cristo Jesus. Principalmente se você tiver filhos pequenos ou crianças sob sua responsabilidade.

O mais importante de tudo é lembrar que Cristo renunciou sua glória celestial, habitou em um corpo carnal e se entregou para morrer na cruz por nós. Tenha uma fé clara na Bíblia Sagra e a pratique diariamente.

Forte Abraço,

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