quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Mitos e Verdades do Natal



Olá amado, paz do Senhor Jesus Cristo,

Este estudo é destinado aos cristãos que desejam saber sobre a história do natal, seus elementos e qual deve ser sua conduta nesta data.

Vamos lá!

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz", Isaías 9.6.

O Natal representa um momento onde os cristãos refletem sobre o maior presente de Deus ao homem, seu filho Jesus. Na oportunidade são celebradas ceias (jantares especiais), trocas de presentes, decorações nas casas e nas ruas, entre outras coisas.

Certo, tenho certeza que até aqui você já sabe muito bem. Contudo a questão é: qual deve ser o comportamento do Cristão, que segue realmente a Bíblia, nessa data? Vamos lá!

Particularmente entre nós evangélicos, o Natal tem sido uma das festividades mais polêmicas. Neste espaço, preocupo-me em mostrar o que tenho aprendido de Deus e orientar os membros da Igreja Tempo de Mudança. Caso sua fé se identifique, fique a vontade.

A base para um Natal abençoado diante de Deus, em relação à globalização e as influências midiáticas, deve ser Romanos 14.23, veja: “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado”. E também, Hebreus 11.1: “Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam, e a convicção dos fatos que se não veem”.

É extremamente importante você entender que, durante séculos, os cristãos tentaram substituir as celebrações e atividades consideradas pagãs, a fim de mudar foco dos deuses e, assim, destacar Cristo.

O Natal foi criado alguns séculos depois de Cristo (alguns dizem sec. IV,V ou VI). Foi determinado pelo império romano porque, haviam deixado de crer no deus Sol e passaram a professar a fé cristã.
Logo, o dia 25 de dezembro, que era a celebração ao deus Sol foi convertida ao nascimento de Jesus. Não é possível afirmar a data exata do nascimento de Jesus, contudo, é correto afirmar, baseado nos registros bíblicos, que não foi no período de inverno. Muito menos no dia 25. O termo “natal” significa nascimento (latim natalis). Obs.: O calendário cristão foi criado por um monge, chamado Denis, no século VI.

Baseando-se na Palavra de Deus, vemos quanto o Senhor gosta e faz questão de festas e celebrações: “Três vezes no ano me celebrareis festa”, Êxodo 23.14. Festas para lembrar a libertação do povo do cativeiro egípcio, festa da colheita, festa dos tabernáculos e tantas outras. Jesus também segue o mesmo ritmo. Estava presente em casamentos, ceias, entre outros. Sempre com muita alegria e sem perder o foco da responsabilidade de sua missão.

O grande problema é que satanás, com sua sagacidade, têm trazido um espírito de confusão nesse período (e em tantos outros), fazendo com que muitas pessoas percam o foco original desta data. Como igreja, precisamos entender e valorizar o natal, contudo devemos estar alerta a alguns detalhes. Sempre com valores bíblicos e sem extremismo.

Vejamos alguns pontos determinantes para um Feliz Natal:

 DATA/PERÍODO: Como expliquei mais acima, essa data não é exata. É impossível ser em dezembro porque esta época é de inverno em Israel e a Palavra mostra que havia pastores trabalhando no campo e tal ofício não era praticado neste período. Logo é correto afirmar que Cristo não nasceu em uma época de neve, leia: "Ora, havia naquela mesmo território pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho", Lucas 2.8.

Particularmente, fico incomodo quando entro em um shopping e vejo decorações de neve. Eu vivi a vida toda no Rio de Janeiro e em Brasília, dois lugares extremamente quentes!

PRESÉPIO & DECORAÇÕES: O presépio é bíblico, veja: "E isto vos será por sinal: achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura", Lucas 2.12.

É bem verdade que as decorações fazem menção a presépio/manjedoura, mas abaixo de uma árvore (que também foi inserida no decorrer dos anos). O restante são bolas, arcos, pisca-piscas e por aí vai. A decoração natalina foi importada, na cara dura, da cultura Norte-americana.

ÁRVORE: A decoração da árvore é uma ação mais antiga que o próprio natal. Uma das vertentes históricas acredita quem a cultura nórdica, quando adoravam a Ódin (deus da mitologia nórdica), enfeitavam as árvores e realizavam sacrifícios humanos abaixo dela para proteção e fertilidade.
Conta-se que São Bonifácio, ao buscar um meio de findar tal prática, cortou uma árvore e, por isso, fez cair todas as árvores próximas a ela, com exceção de um pinheirinho. Através daquilo, ele afirmou que o pequeno pinheiro era o menino Jesus. Como o pinheiro era pequeno, houve a conotação de Cristo ainda criança e daí a inserção de tal a elemento no natal.

ESTRELA: Um acessório indispensável do natal é a estrela dourada. Usada principalmente no topo da árvore, ela representa a direção de Deus dada ao Reis magos para irem até o menino Jesus. "Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo", Mateus 2.2.



PRESENTES: Vivemos em um mundo capitalista e globalizado, é óbvio que o comércio aproveitaria com todas as suas forças essa ideia. Biblicamente, vemos os reis magos presenteando o menino Jesus ainda em seus primeiros dias de vida: "E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra", Mateus 2.11. A Bíblia não fala que eram três magos, em Mateus 1.1, conta-se “uns magos”.

Enfim, nesse caso o presente era para Cristo, não uns para os outros. Contudo não há pecado em presentear familiares e amigos. O importante é lembrar que o maior presente é Cristo em nossos corações.

PAPAI NOEL: Reza a história de um homem chamado Nicolau, bispo da Igreja, nascido na Turquia por volta de  280 d.C. Possuía um bom caráter e, por isso, costuma ajudar pessoas pobres, colocando, discretamene, um saquitel com moedas ao lado das chaminés dos lares.

Foi canonizado pela Igreja como São Nicolau após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele. A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

Tal personagem foi figurado nas cores verde e marrom, tipicamente de um lenhador alemão. Sua nova roupagem para as cores atuais aconteceu em 1886, onde o cartunista alemão chamado Thomas Nast desenvolveu um bom velhinho nas cores vermelha e branca.

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.

Na conclusão, desejo que você entenda que a fé é a nossa balança. Você que tem filhos ou convive com crianças, precisa mostrar, principalmente a elas, que a figura do papai Noel não é maior que a de Jesus.

Acredito que um lar cristão não aborde o nascimento, a morte e a ressurreição de Jesus somente nas “datas comemorativas”, pelo contrário, todos os dias o pai deve ensinar seus filhos o caminho da verdade. Assim, quando chegarmos às datas, nossos filhos não serão confundidos por nenhum tipo de ação diabólica e midiática.

Concluo lembrado o texto no início referido, Romanos 14.23: “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado”.

Quem não celebra não condene quem celebra e vice-versa.

Fique na paz

Forte abraço.

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